Compromisso baixo carbono

Estamos sempre em busca de oportunidades que tornem nossa operação mais sustentável e reduzam nosso impacto no meio ambiente como forma de contribuição a uma economia de baixo carbono.

Investimos e aprimoramos nossa performance ambiental em sinergia com as metas globais estabelecidas pelo Grupo Telefónica. As metas do grupo são respaldadas na ciência, certificadas pela SBTI (Science-based Target initiative), iniciativa que estimula as empresas a estabelecer metas de redução de emissões de gases de efeito estufa que contribuem efetivamente para o combate ao aquecimento global.

Pelo 2° ano consecutivo, estamos entre as Empresas Líderes em Mudanças Climáticas e em Engajamento com Fornecedores pelo CDP (Carbon Disclosure Project) e, também, no Índice CDP Brasil de Resiliência Climática (ICDPR70).

Conheça a seguir os objetivos do grupo para o período 2015-2025/2040:

  • Reduzir em 90% o consumo de energia por unidade de tráfego (MWh/PB) até 2025, na comparação com 2015
  • Reduzir em 70% as emissões de Escopos 1 e 2 até 2025 a nível global, e 90% nos principais mercados* (para o Brasil, especificamente, a meta é de 72%)
  • Alcançar zero emissões líquidas em 2025, considerando os Escopos 1 e 2, nos principais mercados* (2040 para Hispam e cadeia de valor)
  • Seguir usando 100% de eletricidade gerada a partir de fontes renováveis nos principais mercados* (2030 para Hispam)
  • Reduzir as emissões de CO2 em nossa cadeia de valor em 39% até 2025 e alcançar emissões líquidas zero até 2040
  • Conseguir que os clientes evitem, através da conectividade e de nossas soluções Eco Smart, a emissão de 5 milhões de toneladas de carbono anuais nos principais mercados*

*Principais mercados: Alemanha, Brasil, Espanha e Inglaterra.

Somos signatários do RE100, iniciativa que reúne companhias do mundo todo comprometidas a atingir 100% de consumo de energia renovável em suas operações. Ao final de 2018, já conseguimos converter 100% do nosso consumo de energia para fontes renováveis, por meio de uma combinação de aquisição de energia renovável no mercado livre, implantação de projetos em geração distribuída e compra de certificados (I-RECs).

Como parte de nosso plano para a gestão de riscos de mudanças climáticas, essa estratégia diversificada é fundamental para regionalizar fontes de geração e garantir a confiabilidade do fornecimento de energia. Avançamos, ainda, no uso eficiente da energia que precisamos, implantando medidas de automação, otimização e modernização de equipamentos e eliminando redundância na rede.

Além disso, desde 2019 somos uma empresa carbono neutro – compensamos todas as nossas emissões diretas através de projetos de créditos de carbono com benefícios sociais e ambientais, e avançamos fortemente em nossos projetos para redução das emissões de CO2.

O principal projeto que apoiamos é o REDD+ Vale do Jari. Desenvolvido pela Fundação Jari e Biofílica S.A. A iniciativa capacita agricultores locais em técnicas sustentáveis de manejo e produção agroextrativista no Pará e no Amapá, promovendo o bem-estar das comunidades e tornando-as mantenedoras dos recursos florestais.

Os investimentos da Vivo nesse projeto têm contribuído para evitar o desmatamento de aproximadamente 360 hectares, contemplando mais de 180 mil árvores.

Como forma de avaliar o nosso impacto e definir estratégias para mitigá-lo, monitoramos, desde 2010, as emissões geradas em nossa operação seguindo as diretrizes do Programa Brasileiro GHG Protocol. Desde 2012, nosso inventário é qualificado com o Selo Ouro – a melhor classificação aplicável na plataforma, que evidencia a asseguração externa dos dados. O resultado de 2020 aponta redução de aproximadamente 70% em nossas emissões de escopos 1 e 2 desde 2015, principalmente pelo menor consumo de combustíveis e pela evolução da participação de fontes renováveis para 100% da nossa matriz.

Riscos e Oportunidades

Riscos associados ao contexto das mudanças climáticas estão incluídos na avaliação geral de risco da companhia, cujos resultados são reportados ao Comitê de Auditoria e Controle. Em particular, para os riscos de mudanças climáticas, seguimos as diretrizes da TCFD (Task Force on Climaterelated Financial Disclosures) para analisar e gerenciar os riscos físicos e de transição, considerando toda a nossa operação. Implementamos as recomendações da TCFD para atender às demandas de nossos principais públicos de relacionamento e à transparência exigida neste tema, analisando riscos qualitativa e quantitativamente.

Analisamos esses riscos a médio e longo prazo, para dois cenários de concentração de CO2 (Representative Concentration Pathways - RCP), o 2.6 e o 8.5 do IPCC (Painel Intergovernamental da ONU sobre Mudanças Climáticas), considerando os riscos físicos. Para análise dos riscos de transição, utilizamos o IEA Sustainable Development Scenario (considerando RCP 2.6).

Os três principais riscos que identificamos são:

  • O aumento das temperaturas médias, que pode impactar nossos custos operacionais devido, principalmente, à maior necessidade de refrigeração dos equipamentos de rede. As altas temperaturas também podem levar a falhas nesses equipamentos e à redução de sua vida útil.
  • O aumento na gravidade de eventos climáticos extremos, como inundações e deslizamentos de terra, que podem danificar nossa infraestrutura e levar a interrupções nas nossas operações e serviços, impactando nossos clientes.
  • A escassez de recursos naturais, que pode elevar o preço da eletricidade, insumo prioritário para a operação das redes de telecomunicações. Esse cenário elevaria nossos custos operacionais associados à energia.

Para gerenciar esses riscos, promovemos Programas de Eficiência Energética e Planos de Energia Renovável e Geração Distribuída de Energia, além de contarmos com uma área dedicada de Continuidade do Negócio, orientada pelo Regulamento de Continuidade Global de Negócios (GBC), que prescreve a gestão preventiva dos riscos, garantindo a máxima resiliência de nossas operações diante de qualquer eventual interrupção.

Em 2020, começamos uma análise mais aprofundada do cenário climático e no início de 2021 obtivemos os resultados quantitativos atualizados, que estão refletidos em nossos reportes externos de 2021.

Além dos riscos, também identificamos oportunidades para o crescimento dos negócios, como a venda de produtos que reduzem as emissões de carbono de nossos clientes, impulsionando-os para a descarbonização por meio da tecnologia e da conexão digital. Acreditamos que a digitalização será fundamental para enfrentar a transição para uma economia de baixo carbono e estamos alinhando nossas estratégias comerciais e ambientais para encontrar oportunidades relacionadas a esses novos tipos de soluções, que têm o potencial de otimizar o consumo de recursos e, portanto, reduzir impactos no meio ambiente.

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